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Você quer ser um pró-vida?
Antes de tudo, peçamos a Deus que nos dê paz e humildade, pois somente corações abertos à Sua graça podem salvar vidas, e até almas, para a Sua glória! A paz nos permite ouvir a Sua voz e a humildade combate o orgulho, raiz de todo pecado!
Todo o suposto bem que fazemos não tem qualquer valor se ele nos ensoberbece, ou se ele nos leva a mentir, ou a faltar com a caridade, ou se ele nos leva a fazer qualquer coisa que desagrade a Deus; afinal, tudo o que fazemos é apenas meio para alcançarmos o fim último de todas as coisas que é Deus!
É para viver em comunhão com Ele que fomos criados, que continuamos a existir, que somos Igreja, e que fazemos o trabalho pró-vida, para nada mais!
Por fim, é Ele - e somente Ele - quem nos move para fazer o bem!
Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro
Histórico
Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro: breve histórico
Desde 1976, ano em que foi fundado pelo saudoso Monsenhor Ney Affonso de Sá Earp, até os dias de hoje, o Movimento em Defesa da Vida da Arquidiocese do Rio de Janeiro viveu três fases distintas, sempre com o mesmo objetivo: defender a vida humana intra-uterina, combatendo a prática e quaisquer tentativas de descriminalização do abortamento provocado.
De 1976 até 1989, atuamos fortemente junto a médicos, no sentido de consolidar o compromisso desses profissionais com a defesa da vida humana desde a concepção até a morte natural, e também junto a casais, no sentido de reafirmar sua consciência a respeito da sacralidade da vida e da família. Nesse período, o MDV dedicou-se ainda a vigiar e pressionar a classe política no âmbito municipal, estadual e federal, visando garantir a proteção da vida e da família. Esforçou-se também para incentivar a Igreja a seguir sempre os passos do Santo Padre João Paulo II em seu incansável esforço para proteger a vida dos nascituros e zelar pela união e santificação da família.
De 1989 até o ano 2000, realizamos os chamados "aconselhamentos de calçada", os quais fizemos centenas de vezes, nas imediações de "clínicas" de abortos, "vigiando e orando", distribuindo material informativo (sobre o desenvolvimento embrionário, os métodos de aborto, e as conseqüências do aborto para a mulher), conversando com milhares de gestantes que encontravam-se na iminência de provocarem o abortamento de seus filhos, e visitando muitas delas em sua residência para que elas desistissem definitivamente de abortar seus bebês. Com a graça de Deus, mais de mil bebês foram salvos naqueles dez anos de aconselhamentos e visitas.
Ainda naquele período, além do trabalho de "pronto socorro" aos bebês em perigo de aborto, o MDV continuou com o trabalho de pressão política e incrementou muito a realização de palestras em escolas e em igrejas. Participamos de retiros espirituais, fizemos reuniões semanais com os membros do grupo, recitamos o Terço, e fizemos Adoração do Santíssimo Sacramento, inicialmente na igreja de Santana, no Centro, e depois na igreja de Nossa Senhora de Copacabana, em Copacabana.
Do ano 2000 para cá, temos mantido a recitação do Terço e a Adoração ao Santíssimo todos os sábados, ainda na igreja de Nossa Senhora de Copacabana, continuamos fazendo palestras em escolas e em igrejas, temos editado e distribuído vários tipos de publicações com o tema da defesa da vida, e continuamos fazendo a vigilância política visando combater os projetos que atentam contra a vida e a família, e obviamente apoiando aqueles que defendem a vida e a família.
Ser contra o abortamento provocado de bebês no
ventre materno é uma questão ética, já que todos os seres humanos,
independentemente da sua idade, ou de qualquer outra condição, têm a mesma
dignidade de pessoa humana. É também uma questão científica, visto
que há décadas a Ciência afirma que a vida humana começa no momento da
concepção, com a primeira célula, o zigoto. É, ainda, uma questão jurídica, uma vez que todo ser humano tem, como o primeiro dos
direitos, o direito natural à vida, da concepção até a morte natural.
Finalmente, é uma questão também religiosa porque cada um de nós
tem, acima de tudo, a dignidade sobrenatural de filho ou filha de Deus.